Resenha | Um de Nós Está Mentindo

Eu não posso ficar sabendo que algum livro virou série ou filme que eu já fico doidinha pra ler. Por isso, depois de ficar sabendo que Um de Nós Está Mentindo tinha virado série na gringa no ano passado, fui correndo ler por conta da curiosidade HAUAHAU Por sinal, a série chegou aqui no Brasil pela Netflix na sexta-feira passada #ficaadica

Só pra já ir dando um gostinho pra vocês: esse livro é daqueles que você não consegue mais largar porque toda hora (repito, TODA HORA) tem algo que te instiga a mudar de ideia sobre todo o mistério da história e você só quer saber de chegar logo no fim para ver se as suas conclusões e teorias estavam certas. A escrita dessa autora prende tanto e é tão maravilhosa que eu já até coloquei todos os outros livros já escritos por ela na minha lista de desejos (se quiser posso até fazer um post falando sobre cada um deles aqui para vocês) 😂 E, se você gosta de livros de mistério nesse estilo adolescente, vai amar os outros dela, pois são todos nessa mesma pegada.

Resenha:

Em Um de Nós Está Mentindo, 5 alunos são mandados para a detenção por seus celulares estarem ligados e terem tocado em sala de aula. Cada um dos alunos alegou que os celulares que estavam em suas mochilas, e que foram o motivo de sua ida para a detenção, não eram deles e que, por isso, tudo não passava da armação de alguém.

Durante a detenção um dos alunos começa a ter uma crise alérgica depois de beber um copo de água. Simon, autor do blog de fofocas da escola, tinha alergia a amendoim e não havia comido nada que tivesse amendoim naquele dia.

FATO ESTRANHO 1: Simon não estava com suas canetas de adrenalina (que sempre que levava com ele) e na enfermaria também não havia nenhuma;

FATO ESTRANHO 2: o professor responsável pela detenção saiu da sala poucos segundos antes da crise alérgica de Simon por conta de uma batida de carro no estacionamento da escola.

Mesmo tendo sido socorrido pela ambulância, Simon não resistiu à crise e veio a óbito, fato que acaba tornando os outros 4 alunos que estavam com ele na detenção os principais suspeitos pela sua morte: Bronwyn (a nerd), Cooper (o atleta), Nate (o delinquente) e Addy (a patricinha), todos tem algo a esconder que poderia ser exposto por Simon em seu blog e, por isso, motivos para matá-lo.

Um de Nós Está Mentindo é dividido em 3 partes e vai variando de ponto de vista (escrito em terceira pessoa) entre esses 4 alunos que são vistos como suspeitos pela morte de Simon. É através desses pontos de vista que conhecemos mais a fundo cada um dos personagens e ficamos nos questionando: quem matou Simon, afinal? Todos parecem ter um ótimo motivo para quererem acabar com a vida daquele que poderia expor um grande segredo que seria a sua ruina.

O livro foi escrito pela autora Karen M. McManus, tem 384 páginas, um capítulo extra disponível em versão digital para compra na Amazon, foi publicado aqui no Brasil pela Editora Galera e tem classificação indicativa de +12 anos.

Resenha | Loki: Onde Mora a Trapaça

Para quem está com saudade do Loki nas nossas quartas-feiras e quer conhecer mais sobre o personagem, Loki: Onde Mora a Trapaça é a pedida certa pra você. Parece muito que você está assistindo a um filme do Loki e trás um lado dele que ainda não foi deturpado, até os acontecimentos que você vai “presenciar” nesse livro. Tudo o que acontece nessa narrativa está diretamente ligado a construção do vilão que vemos no primeiro filme do Thor e, para os fãs de Deus da Trapaça, essa é uma leitura mais do que obrigatória, até porque, vocês vão amar ver mais um pouquinho dele.

Meu único arrependimento? Não ter esse livro na edição física, porquê ele é em capa dura e com uma capa e sobrecapa maravilhosas com um total de 408 páginas ❤

Onde o livro se encaixa na linha do tempo do MCU?

Os acontecimento finais do livro precedem o primeiro filme do Thor (2011), tanto que tudo aquilo que vemos acontecer com o Loki durante o livro, explica porque o personagem acaba tornando-se o vilão nesse primeiro filme.

Tá, mas sobre o que fala o livro?

Estamos chegando lá.

Tudo começa em Asgard, com um importante jantar em que Odin olha através de um espelho mágico, conhecido como “Olho de Deus”, para ter visões do futuro e, assim, preparar-se contra possíveis ameaças. Porém, dessa vez, Odin age de forma muito estranha com o que vê no espelho deixando a todos intrigados, em especial Loki. Determinado a descobrir o que Odin viu no espelho, Loki pede ajuda à Amora (também conhecida como Encantor, uma aprendiz da feiticeira e conselheira de Odin) para poder olhar no “Olho de Deus”. Durante o processo, Loki acaba quebrando o artefato mágico e levando Amora a ser expulsa de Asgard (após assumir a culpa pelo ocorrido no lugar de Loki) para viver exilada e sem magia na Terra (sim, o nosso planeta).

Anos se passam e Loki e Thor acabam fazendo uma grande bagunça com os duendes de gelo durante uma missão em nome de Odin. Por conta disso, Odin, que sempre tratou Loki de forma diferente desde a visão que teve no “Olho de Deus”, acaba o enviando para uma missão na Terra, como forma de castigo. Mas, para onde exatamente? Nada mais, nada menos que a antiga e sombria Londres. Estranhos e recorrentes assassinatos vem acontecendo e, com os corpos não se decompõe, não há causas aparentes para as mortes e as vitimas parecem mais estarem dormindo do que, de fato, mortas, começam as suspeitas de que suas causas estejam relacionadas à magia. Odin envia Loki para resolver a questão e somente autoriza seu retorno assim que o mistério estiver solucionado. A graça está justamente ai: o Loki despreza os humanos e, vê-lo ser forçado a interagir e ajudá-los em algo que para ele é insignificante torna tudo mais interessante.

Resenha | Vermelho, Branco e Sangue Azul

Você com certeza já ouviu falar desse livro em algum momento e, depois que terminei de ler, descobri que não era para menos. Um livro totalmente necessário e que tocou a vida de várias pessoas que conversei sobre e que se identificaram com a trajetória do Alex em sua auto descoberta.

Vermelho, Branco e Sangue Azul é aquele romance fofo e clichê que a gente ama, só que LGBTQIA e, por isso, tem um nível de profundidade e reflexão que alguns desses romances não trazem. Conheça um pouco mais dessa história nesse post de indicação que trouxe especialmente para vocês e, se for decidir começar a ler, já aviso: prepare-se para se apaixonar por um casal 😍

Tudo começa com a destruição de um bolo de casamento durante um casamento da família real britânica (tá passada?). Envolvidos nessa confusão temos:

  • HENRY: que é um dos príncipes da Inglaterra;
  • ALEX: um dos filhos da presidente dos EUA.

Detalhe importante: os dois SE ODEIAM e são constantemente rivalizados na mídia, mas é o que dizem, né? As coisas mudam e, por isso, você já pode esperar um enemies to lovers nessa história.

Tá, mas como essa confusão toda começou afinal? Chega aqui que eu te explico:

A presidente dos EUA e sua família foram convidados para o casamento de Philip, o príncipe mais velho da família real britânica. Durante o jantar, Alex e Henry começam a se provocar trocando insultos, até que os dois se desequilibram e caem, adivinha aonde? Isso mesmo, bem EM CIMA do bolo do casamento. Na manhã seguinte ao evento, todos os jornais acusam Alex de ter empurrado Henry no bolo por causa de sua rivalidade e, numa tentativa de evitar uma crise internacional, a equipe da presidente decide que Alex irá passar um final de semana família real britânica e fingir o quanto ele e Henry são amigos para a mídia.

Forçados a comparecer em eventos beneficentes e participar de entrevistas juntos, os dois começam a conhecer mais um sobre o outro e se tornarem amigos, trocando mensagens e fazendo ligações um para o outro até que…

eles percebem que estão apaixonados ❤

Com a imagem da família real (com pressão por parte da rainha) e a reeleição da presidente dos EUA em jogo, o relacionamento dos dois jamais pode vir a publico e, por isso, eles precisam manter seus encontros e reais sentimentos em segredo. E é exatamente ai que começa o sofrimento porque você fica torcendo muito para que os dois possam ficar juntos em paz, sem precisar se esconder ou negar aquilo que sentem e são.

Quer saber mais sobre o desenrolar dessa história? Então corre começar a sua leitura de Vermelho, Branco e Sangue Azul.

RESENHA | Stars – As Estrelas Entre Nós

“Não era engraçado como as pessoas sempre exigiam a verdade, mas não eram capazes de enfrentá-la? (…) eu também era assim. Exigia a verdade, mas me agarrava às mentiras. Elas eram úteis quando você queria se proteger das verdades.” 

Depois do sucesso de After, a autora Anna Todd lança mais um livro para alimentar o apetite literário dos fãs: “Stars – As Estrelas Entre Nós”. O romance conta a história de Karina, que vive uma infância conturbada devido a carreira militar do pai e os transtornos psicológicos da mãe. Buscando deixar tudo isso pra trás, Karina quer começar a sua própria vida como adulta e, para isso, ela compra sua própria casa e a sustenta com seu emprego como massagista. Certo dia ela conhece Kael, um militar que acaba de voltar de uma missão no Afeganistão e, devido ao seu ar misterioso, se sente imediatamente atraída por ele. Com base na experiência que teve com seu pai e sua mãe, ela sabe o quanto envolver-se com um militar pode ser complicado, mas mesmo assim, ela entra de cabeça em uma relação com Kael.


O livro é bem romance meeesmo com direito a páginas e mais páginas das divagações de Karina sobre o afeto de Kael com relação a ela. As situações que vão aparecendo durante a história fazem a gente torcer pra que alguma coisa que una de fato o casal aconteça e a leitura é bem fluida e fácil. O começo não me prendeu muito, mas do meio pro final eu queria ver no que que ia dar aquilo tudo. O final foi o que realmente me deixou perplexa, ele é daqueles que te deixa no ar e você fica: acabou? Eu senti que realmente faltava algo para concluir de fato a história. É uma leitura boa para distrair e relaxar a cabeça. Como nunca li After, não tenho como comparar 😂 mas curti a leitura.

RESENHA | A Playlist de Hayden

Hoje eu vim falar um pouco sobre esse livro que vieram me perguntar bastante sobre depois que o postei nos stories lá do meu Instagram pessoal (@lookingforcarol). O livro é da editora @novo_conceito e conta sobre Sam, um garoto Geek que se vê completamente solitário após perder seu único e melhor amigo Hayden. Após voltarem de uma festa, Sam encontra Hayden morto em seu quarto com uma embalagem de remédio vazia e um pendrive junto com um bilhete: “ouça, você vai entender”. Dentro do pendrive há uma playlist cheia de músicas que abordam sobre os mais diversos assuntos, mas que, ao contrário do que está no bilhete, acabam deixando Sam ainda mais confuso quanto a decisão do amigo de tirar a própria vida. Será que ele realmente conhecia o amigo? Será que sabia de tudo o que realmente estava acontecendo em sua vida para tomar essa decisão?
Após a morte de Hayden, os garotos que faziam Bullying com ele começam a ser a atacados e Sam teme que ele seja o culpado dos ataques sem saber se realmente os fez. Enquanto Sam se culpa pela morte do amigo (por conta do ocorrido na festa que antecedeu sua morte), teme ser o responsável pelos ataques e tenta encontrar respostas na playlist deixada por Hayden, ele conhece Astrid, uma garota que tem uma misteriosa ligação com o amigo e que pode ter algumas das respostas para as suas perguntas. Como eles se conheceram e o que Astrid representava para Hayden, afinal? .
O livro fala sobre bullying, vida escolar, família, aceitação, homossexualidade, suicídio, amor, amizade e superação e vale super a pena ser lido. Cada capítulo é uma música da playlist de Hayden e quem é geek irá se sentir familiarizado com todas as referências que são citadas durante o livro. Além disso, um dos questionamentos mais legais que ele levanta é o quanto nos deixamos levar pelas aparências e não fazemos ideia de como as pessoas e suas vidas realmente são, fala sobre como não devemos julgar sem antes conhecer os dois, três, quatro ou até cinco lados de uma história, ela pode ser mais complexa do que parece e nada daquilo que imaginamos.

Frases importantes de “Os 13 Porquês” + Setembro Amarelo

Com o lançamento da nova temporada de “Os 13 Porquês” no catálogo da Netflix no final do mês passado, eu decidi reler o livro que deu origem à série. Para quem não sabe, a série Os 13 Porquês foi baseada em um livro de mesmo nome escrito pelo autor norte americano Jay Asher. O livro foi lançado em 18 de outubro de 2016 e conta a mesma história que vemos na primeira temporada da série: Hannah Baker, uma estudante do segundo ano do colegial, comete suicídio. Mas, antes de tirar a própria vida, ela grava 7 fitas listando 13 pessoas que, com seus atos, tiveram alguma influência direta em sua decisão. Para aqueles que estão nas fitas, apenas duas regras: ouvir todas as fitas e passá-las para o próximo nome que aparecer, caso contrário, uma segunda cópia dessas fitas seria exposta para toda a cidade. A história começa com Clay, um dos colegas de Hannah, recebendo o pacote com as 7 fitas e nós, leitores e expectadores, acompanhamos a sua trajetória enquanto ele ouve todas as fitas e descobre o que levou Hannah a tirar a própria vida.

Além do lançamento da terceira temporada da série, outro fator me motivou a releitura desse livro… esse fator foi: setembro amarelo. Para aqueles que não sabem, setembro amarelo é o mês da prevenção ao suicídio e essa campanha foi iniciada em 2015. Por conta disso, há vários projetos realizados por várias empresas e estabelecimentos à favor dessa causa. Como o livro tem tudo a ver com o setembro amarelo, achei pertinente a leitura e indicação dele para vocês, além de separar algumas frases muito importantes que encontrei durante a leitura que fazem a gente refletir e repensar sobre algumas questões e atitudes e, quando digo isso, não estou apontando dedo não, essas reflexões devem ser feitas sobre nós mesmos, tanto sobre a nossa atitude com relação aos outros, quanto a algo que está dentro dentro de nós e que não damos atenção, mas que deveríamos dar. Algumas frases aqui me fizeram pensar bastante sobre notícias que vemos diariamente na internet e o posicionamento das pessoas no ambiente virtual. Dê uma olhadinha nas frases e tenho certeza que você vai entender o que estou falando:

“Queria que as pessoas confiassem  em mim, apesar de qualquer coisa  que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem.  Não aquilo que pensavam saber ao meu respeito. Mas eu de verdade. Queria que deixassem para trás os boatos, que enxergassem além dos relacionamentos que eu tive,  ou, talvez, ainda que tivesse, mas com os quais não concordavam.  Se eu quisesse que as pessoas me  tratassem dessa maneira, tinha que  fazer o mesmo com elas, certo?”

“Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende. Pensamentos que nem são tão verdadeiros – que não são realmente
como nos sentimos -, mas que ficam rondando nossa cabeça porque são
interessantes de pensar.”

“Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito.”

“Se você escuta uma canção que te faz chorar quando você já está cansado de lágrimas, não a escuta mais. Mas não dá para fugir de si mesmo. Não dá para tomar a decisão de deixar de se ver para sempre. Não dá para tomar a decisão de desligar aqueles ruído dentro da sua cabeça.”


“É bom saber que alguém compreende o que estou (…)passando. De alguma forma, isso torna menos assustador o ato de continuar.”


“Se você tocar uma garota, mesmo sendo de brincadeira, e ela o empurrar para longe, deixe… ela… em paz. Não toque nela novamente. Em lugar nenhum! Simplesmente pare. Ela vai sentir nojo se você fizer isso.”


“Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. (…) Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não está estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa.”

“Você pode ter ouvido boatos (…) mas não pode dizer que sabe alguma coisa de verdade só por causa deles.”


“Mas a questão é que, quando você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto.”

Mas porque, afinal, eu falei sobre tudo isso?
Por conta do que o autor Jay Asher quis transmitir ao escrever o livro e que coincide exatamente com o propósito do setembro amarelo. É sobre darmos a devida importância à nossa saúde mental e repensarmos nossas atitudes para com os outros. É sobre buscar ajuda quando necessário e sempre pensarmos que pode haver uma Hannah Baker ao nosso lado. É sobre nos mostrarmos à disposição de um amigo, porque nunca sabemos o que se passa na vida do outro e, às vezes, tudo o que ele precisa é saber que tem alguém disposto a ouvi-lo. VOCÊ pode ser o peso na balança que vai pender para o lado da vida quando alguém estiver considerando o suicídio.

Uma das coisas que deixou o autor super feliz ao lançar o livro, foi ver que tantos leitores que se identificaram com a Hannah foram buscar a ajuda que a personagem não havia buscado. E, por isso, vou deixar disponível aqui o número do CVV (Centro de valorização da vida) para o caso de você precisar e quiser buscar ajuda: 188. Lembrando que eles também atendem por e-mail ou pelo chat 24 horas por dia todos os dias.

E agora, para finalizar o post, ai vão algumas curiosidades sobre o livro que você talvez não sabia:

  • A ideia do livro veio enquanto o autor estava em um museu no qual a visita era guiada por áudios gravados e a base para o tema tratado foi uma parente do autor que havia tentado cometer suicídio.
  • O uso das fitas na história foi algo cuidadosamente escolhido pelo autor. Ele não queria que ela fosse datada de um ano específico e, por isso, optou por fitas cassete ao invés de um formato digital para as mensagens da Hannah. É por esse motivo, também, que o personagem Tony dirige um Mustang antigo. As personagens reconhecem que as fitas são antiquadas e isso faz com que o livro sempre se atualize e não fique preso à uma época especifica.
  • Os 13 porquês da Hannah são baseados em vivências da adolescência do autor, de sua mulher e daqueles que estavam próximos à ele durante o processo de criação e desenvolvimento da história do livro.
  • O autor escolheu o número 13 baseado em em uma expressão em inglês muito usada nos EUA: baker’s dozen (duzia de padeiro, em português), que contém 13 unidades e, por isso, 13 porquês. O sobrenome de Hannah (Baker, que significa padeiro em português) faz referência à expressão também.

RESENHA | Surpreendente

Surpreendente 💙 sim, esse é o nome do livro mesmo e ele não mostrou ser menos do que isso. Depois de tanto ouvir falar desse livro em outros bookstagrams e depois de encontrá-lo por apenas R$5,90 na loja física da Saraiva, eu não consegui conter a minha curiosidade e meu impulso literário e, quando vi, já estava com as minhas mãos nele e a caminho do caixa da loja.


Eu comprei o livro sem saber muito bem o que esperar dele e, já de primeira, fui surpreendida ao ver que o escritor (Maurício Gomyde) é brasileiro e que a história toda começa em São Paulo para, depois, se passar em Minas Gerais. Eu fiquei tão empolgada! A gente sempre está acostumado a ler livros “gringos” em que as histórias sempre acontecem em lugares que, na maioria das vezes, estão na nossa visão limitada do que vemos nos filmes de Hollywood (afinal, eu nunca fui para nenhum desses lugares 🤣). Então, ler um livro o qual a história se passa na minha cidade, e que os cenários me são familiares, está sendo uma experiência muito legal. Além da diagramação maravilhosa o livro é cheio de frase lindas que se interligam completamente com a história. 

Pode parecer clichê, mas após terminar a leitura, havia somente uma palavra na qual eu conseguia pensar para definir o meu processo de leitura desse livro: surpreendente. Desde a primeira página ele me surpreendeu por vários motivos, mas o principal foi que seu enredo não assemelhou-se em nada ao que eu havia imaginado nas várias vezes em que havia lido a contracapa do livro quando o encontrava nas estantes das livrarias.

Surpreendente é profundo e cheio de ensinamentos. Ele discute o verdadeiro valor da amizade e as várias lições que a estrada pode nos ensinar quando parece que não há mais nada para se viver, quando você perde completamente a esperança de dias melhores. O livro conta a história de Pedro, um jovem recém formado em Cinema, que tem o sonho de conquistar um dos mais importantes prêmios de curtas independentes: o Cacau de Ouro. Mas para Pedro, conquistar esse prêmio passa a ser um desafio ainda maior quando sua perda degenerativa da visão passa a atingir um estado avançado e que, em menos de 2 meses, estaria perdida por completo. Para completar esse quadro, os pais de Pedro decidem se separar após anos de casados. Nesse cenário, a crença de Pedro em milagres e na sua teoria de “cinema felicidade” caem por terra e, com seu mundo desmoronado e já sem esperança em curar-se, Pedro decide sair em viagem com seus amigos (Fit, Mayla e Cristal) para gravar o melhor filme de sua vida e, ainda, descobrir um antigo segredo sobre si mesmo guardado por sua avó.

RESENHA | O Que Há de Estranho em Mim

Brit acredita estar na estrada por conta de uma viagem de família com seu pai, sua madrasta (a qual ela chama de monstra) e seu meio irmão para ver o Grand Canyon, mas a verdade está bem longe disso… Seu real destino é a escola Red Rock, um internato no meio do deserto que, aparentemente, trata de adolescentes problemáticas. Sentindo-se traída e desamparada, Brit pergunta-se por qual motivo seu pai a levou até ali: teria algo a ver com a influência de sua madrastra sobre seu pai ou com as vezes em que chegou tarde em casa por conta da banda na qual toca? Teria algo a ver com suas tatuagens e cabelos coloridos? Ou será que teria alguma relação com a doença de sua mãe?


Com essa mistura de sentimentos e perguntas e mal tendo chegado à Red Rock, Brit percebe que os profissionais da escola não são lá muito qualificados para os trabalhos que desempenham, que os métodos terapêuticos que utilizam são um tanto duvidosos e que toda a propaganda que fazem a respeito do internato é tudo fachada. Mas Brit não está sozinha afinal, ela junto com as colegas V, Bebe, Cassie e Martha se unem para conseguirem provas de que a Red Rock é, na verdade, uma farsa e poderem finalmente verem-se livres daquele lugar horrendo. Mas será que a palavra de 5 adolescentes serão o bastante? Será que alguém vai acreditar ou até mesmo ajudar o grupo?


O que há de estranho em mim” foi escrito por Gayle Forman (a mesma autora de “Se eu ficar” e “Para onde ela foi”) e devo dizer que esse, na minha opinião, não foi um dos seus melhores livros. Eu esperava uma coisa e me deparei com algo completamente diferente. Sei que a autora quis tratar e informar os leitores sobre internatos que são abusivos com seus estudantes, mas não senti realmente toda a tensão que ela quis passar através da história, não consegui sentir o quão ruim e abusivo era aquele lugar e nem me envolver muito com a história e com os personagens, sabe? Vocês sentiram a mesma coisa durante a leitura também? O que acharam? Deixa aí nos comentários para trocarmos algumas impressões sobre o livro.

RESENHA | Kowai + Conheça a Editora Wish

Você adora contos de fadas e antologias mas ainda não conhece o trabalho da editora Wish? Então prepara-se porque esse post foi feito para você!

A Wish é uma editora brasileira, fundada em 2013 e composta por uma equipe fixa de 3 mulherões (sim, GIRL PWR total! *-*). Ela publica livros com designs super atuais e diferenciados, com contos raros e super ricos culturalmente. Digo isso porque, no catálogo da editora, você encontra, além dos contos de fadas que já conhecemos (em suas versões originais) e amamos, os contos de fadas nórdicos e várias outras antologias ambientadas nos mais diversos cenários e épocas (inclusive, já está nos planos da editora uma coletânea dos contos de fadas celtas).

Para publicar seus livros, a editora Wish lança campanhas online para arrecadar o valor necessário para o lançamento de cada título e somente o faz se conseguir atingir 100% dessa meta. Caso consigam atingir o valor, os contribuintes são recompensados em brindes e, caso não consigam, todos o valor é devolvido aos colaboradores. Depois que os livros são lançados, você consegue adquiri-los diretamente no site da editora ou você consegue encontrar alguns títulos disponíveis no Submarino ou na Amazon.

Acabei de terminar o livro que foi o meu primeiro contato com a editora e, se você, como eu, é apaixonado por contos de terror e pela cultura oriental, essa leitura maravilhosa da @editorawish é para você! Kowai é um livro composto por 21 contos inéditos e que, ao contrário do que eu pensei quando comprei, não são histórias oficiais das lendas japonesas e chinesas, mas sim, escritas por brasileiros com base nessas lendas e ambientadas em cenários orientais. São contos beeeem curtinhos (tão curtinhos que me deixaram com um gostinho de quero mais 😂), de 5 páginas no máximo e, por isso, uma ótima leitura para você que está na correria do dia a dia e não dispõe de muito tempo para ler.

No início de cada conto há um resumo (para você ter mais ou menos uma ideia do que encontrará por ali) e a maior parte das histórias se passam na atualidade, com direito até a contos envolvendo youtubers. A diagramação e design foi o que fez com que eu me apaixonasse de cara pelo livro (por todos os livros da editora inclusive) e o que encontrei em suas páginas não fez com que esse sentimento mudasse nem um pouco ☺️

E aí, vocês já conheciam a editora? Tem algum livro nesse estilo para me indicar? Conta tudo aí nos comentários ❤️ 

RESENHA | Liga dos Arqueiros

Empreender não fácil. Nem um pouco. Como todo trabalho, ser dono do seu próprio negócio tem seus desafios mas, também, algumas virtudes que superam todas as dificuldades e fazem todo trabalho (que não para nunca) valer a pena ❤️ Uma das virtudes do meu trabalho, com certeza, é poder fazer parte de um pouquinho da vida de vocês e acompanhar momentos como esse da @catthome. Ela já foi cliente da @garotahipsterstore, começou a me seguir pelo meu Instagram pessoal, começamos a conversar e assim viramos amigas. Em uma das nossas conversas, a Carol veio me contar toda empolgada que ela havia acabado de lançar o seu primeiro livro pela @amazonbrasil e, é claro, que eu não poderia deixar de ler.

Enquanto alguns passam a vida inteira com o sonho de lançar um livro (eu estou entre essas pessoas 😂), essa maravilhosa acabou de lançar o dela e – pasmem – com apenas 15 anos! É muito orgulho gente. O mais gostoso de tudo foi saber que um produtinho lá da loja fez parte do processo de criação dela (o produto que serviu de inspiração foi esse aqui) 😍 É gratificantes demais ver algo da lojinha fazendo parte da vida de vocês dessa maneira. Eu só consigo sentir gratidão. Pra quem está curioso, o livro da Carol é maravilhoso e está disponível lá na Amazon na versão de livro digital (ela ainda está trabalhando no livro físico).

A história começa com Katrina chegando em casa após um dia aparentemente normal e encontrando o corpo de sua mãe com uma flecha cravada no peito. Enquanto a polícia examina o local, Katrina descobre que seu pai está desaparecido (e provavelmente morto) e, por isso, acaba indo morar com sua tia. Alguns anos depois, Katrina vai visitar o túmulo de seus pais e lá encontra um pacote endereçado a ela. No pacote há um cinto com um símbolo de uma flecha e um bilhete pedindo para que ela encontre o suposto “amigo” que deixou o pacote para ela em uma praça ali perto. Katrina vai até a praça e lá é surpreendida por alguém que a deixa inconsciente. Ela acorda em uma sala de interrogatório, amarrada à uma cadeira e com duas garotas que apresentam Katrina pela primeira vez à Liga dos Arqueiros. O resto? Vocês só vão descobrir lendo ❤️ o livro é bem rapidinho de ler e com uma escrita super fluida. Vale a pena conferir.