Frases importantes de “Os 13 Porquês” + Setembro Amarelo

Com o lançamento da nova temporada de “Os 13 Porquês” no catálogo da Netflix no final do mês passado, eu decidi reler o livro que deu origem à série. Para quem não sabe, a série Os 13 Porquês foi baseada em um livro de mesmo nome escrito pelo autor norte americano Jay Asher. O livro foi lançado em 18 de outubro de 2016 e conta a mesma história que vemos na primeira temporada da série: Hannah Baker, uma estudante do segundo ano do colegial, comete suicídio. Mas, antes de tirar a própria vida, ela grava 7 fitas listando 13 pessoas que, com seus atos, tiveram alguma influência direta em sua decisão. Para aqueles que estão nas fitas, apenas duas regras: ouvir todas as fitas e passá-las para o próximo nome que aparecer, caso contrário, uma segunda cópia dessas fitas seria exposta para toda a cidade. A história começa com Clay, um dos colegas de Hannah, recebendo o pacote com as 7 fitas e nós, leitores e expectadores, acompanhamos a sua trajetória enquanto ele ouve todas as fitas e descobre o que levou Hannah a tirar a própria vida.

Além do lançamento da terceira temporada da série, outro fator me motivou a releitura desse livro… esse fator foi: setembro amarelo. Para aqueles que não sabem, setembro amarelo é o mês da prevenção ao suicídio e essa campanha foi iniciada em 2015. Por conta disso, há vários projetos realizados por várias empresas e estabelecimentos à favor dessa causa. Como o livro tem tudo a ver com o setembro amarelo, achei pertinente a leitura e indicação dele para vocês, além de separar algumas frases muito importantes que encontrei durante a leitura que fazem a gente refletir e repensar sobre algumas questões e atitudes e, quando digo isso, não estou apontando dedo não, essas reflexões devem ser feitas sobre nós mesmos, tanto sobre a nossa atitude com relação aos outros, quanto a algo que está dentro dentro de nós e que não damos atenção, mas que deveríamos dar. Algumas frases aqui me fizeram pensar bastante sobre notícias que vemos diariamente na internet e o posicionamento das pessoas no ambiente virtual. Dê uma olhadinha nas frases e tenho certeza que você vai entender o que estou falando:

“Queria que as pessoas confiassem  em mim, apesar de qualquer coisa  que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem.  Não aquilo que pensavam saber ao meu respeito. Mas eu de verdade. Queria que deixassem para trás os boatos, que enxergassem além dos relacionamentos que eu tive,  ou, talvez, ainda que tivesse, mas com os quais não concordavam.  Se eu quisesse que as pessoas me  tratassem dessa maneira, tinha que  fazer o mesmo com elas, certo?”

“Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende. Pensamentos que nem são tão verdadeiros – que não são realmente
como nos sentimos -, mas que ficam rondando nossa cabeça porque são
interessantes de pensar.”

“Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito.”

“Se você escuta uma canção que te faz chorar quando você já está cansado de lágrimas, não a escuta mais. Mas não dá para fugir de si mesmo. Não dá para tomar a decisão de deixar de se ver para sempre. Não dá para tomar a decisão de desligar aqueles ruído dentro da sua cabeça.”


“É bom saber que alguém compreende o que estou (…)passando. De alguma forma, isso torna menos assustador o ato de continuar.”


“Se você tocar uma garota, mesmo sendo de brincadeira, e ela o empurrar para longe, deixe… ela… em paz. Não toque nela novamente. Em lugar nenhum! Simplesmente pare. Ela vai sentir nojo se você fizer isso.”


“Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. (…) Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não está estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa.”

“Você pode ter ouvido boatos (…) mas não pode dizer que sabe alguma coisa de verdade só por causa deles.”


“Mas a questão é que, quando você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto.”

Mas porque, afinal, eu falei sobre tudo isso?
Por conta do que o autor Jay Asher quis transmitir ao escrever o livro e que coincide exatamente com o propósito do setembro amarelo. É sobre darmos a devida importância à nossa saúde mental e repensarmos nossas atitudes para com os outros. É sobre buscar ajuda quando necessário e sempre pensarmos que pode haver uma Hannah Baker ao nosso lado. É sobre nos mostrarmos à disposição de um amigo, porque nunca sabemos o que se passa na vida do outro e, às vezes, tudo o que ele precisa é saber que tem alguém disposto a ouvi-lo. VOCÊ pode ser o peso na balança que vai pender para o lado da vida quando alguém estiver considerando o suicídio.

Uma das coisas que deixou o autor super feliz ao lançar o livro, foi ver que tantos leitores que se identificaram com a Hannah foram buscar a ajuda que a personagem não havia buscado. E, por isso, vou deixar disponível aqui o número do CVV (Centro de valorização da vida) para o caso de você precisar e quiser buscar ajuda: 188. Lembrando que eles também atendem por e-mail ou pelo chat 24 horas por dia todos os dias.

E agora, para finalizar o post, ai vão algumas curiosidades sobre o livro que você talvez não sabia:

  • A ideia do livro veio enquanto o autor estava em um museu no qual a visita era guiada por áudios gravados e a base para o tema tratado foi uma parente do autor que havia tentado cometer suicídio.
  • O uso das fitas na história foi algo cuidadosamente escolhido pelo autor. Ele não queria que ela fosse datada de um ano específico e, por isso, optou por fitas cassete ao invés de um formato digital para as mensagens da Hannah. É por esse motivo, também, que o personagem Tony dirige um Mustang antigo. As personagens reconhecem que as fitas são antiquadas e isso faz com que o livro sempre se atualize e não fique preso à uma época especifica.
  • Os 13 porquês da Hannah são baseados em vivências da adolescência do autor, de sua mulher e daqueles que estavam próximos à ele durante o processo de criação e desenvolvimento da história do livro.
  • O autor escolheu o número 13 baseado em em uma expressão em inglês muito usada nos EUA: baker’s dozen (duzia de padeiro, em português), que contém 13 unidades e, por isso, 13 porquês. O sobrenome de Hannah (Baker, que significa padeiro em português) faz referência à expressão também.